E você vai lá rigorosamente tomar sua dose do antídoto. Eles te sugerem dias melhores, dignidade e coerência. Mas talvez o que você precisa é apenas atenção. Simplesmente saber que para alguém você é importante. Eles se importam com você, e a recíproca verdadeiramente existe. Você se julga imune aos fatos, alheio aos problemas, mas mesmo assim continua buscando o que pra você é apenas um momento de paz.
Quando você está só consegue compreender o que acontece ali. Percebe também, o que acontece aí dentro de você. É lógica! Não há fugas, não há meras coincidências... Você é um deles!
Você consegue adimitir isso? Claro que não! Negar é um ato automático. Suas histórias são diferentes. Lembra-te? Recordas o teu passado? É diferente! Óbvio...
As recordações chegam num leve galope, à poeira densa encobre as evidências. A mentira vem leve e sorrateira, pra não assustar e nem alarmar a inteligência. Você revive o passado, eliminando os despojos. Isso faz parte da arte de mentir.
Já passa da meia noite, não se ouve nenhum som na rua, apenas a lua e você. O medo está ali, quieto ao seu lado, ele quem faz você chorar pela lua! Mas ela perdeu a memória... Ela não reconhece os seus traços. Então você ri, porque o vento se lembra, ele trouxe as folhas secas até os seus pés.
Isso te aflige e te faz lembrar os dias passados, era apenas você e a lua, e você era tão jovem. Conhecia a felicidade. E na lembrança você revive. Revigora!
Então você sai à rua e eleva o teu olhar buscando ressuscitar o teu passado! Não existe luar, não ali, no seu pedaço de céu. Apenas as lâmpadas da rua, e elas começam a piscar como que num aviso fatalista. Você ouve um murmurinho e as lâmpadas se apagam. Logo vai amanhecer. Enquanto passeia com a dúvida, deve ou não esperar o dia amanhecer? Luz do dia é ideal pra quem quer velar o passado.
Partiu... Quando o amanhecer se aproxima é melhor manter os olhos fechados para permanecer no escuro. A aurora sempre secou os seus olhos.E assim essa noite também será uma lembrança. Vai, mas deixa o passado aqui na rua, do lado de fora.
É melhor deixar o fim dos dias esfumaçados queimando. Depois o teu amigo vento chega e carrega as cinzas que envelheceram a roseira.
Rosas envelhecidas cheiram a manhã! As lâmpadas da rua morreram. Outra noite na lembrança. Outro dia pra tomar o antídoto...
Você se toca suavemente. É tão fácil abandonar alguém. Você já se abandonou, diversas vezes!
Agora é você, a solidão e uma lembrança dos dias de sol. Se você deixar de se tocar e abrir os olhos pra sair do escuro entenderá o que é felicidade. A dose está a sua espera. Está lá, ela é o antídoto e a Kryptonita. Não fique distante...
Atente-se! Um novo dia começou!
Adriana Garcia
P.S => Não é pra entender mesmo!
P.S => Não é pra entender mesmo!

Um comentário:
Oi Adriana. Lindo seus posts vou acompanhar seu blog, suas palavras tem pureza de sentimentos!
Parabens menina
Ricardo
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