Hoje eu quero falar de amor. Quero extinguir a dor e os sentimentos opressivos.
Hoje, sinceramente, gostaria de falar de amor!
Eu forço o meu cérebro, interrogo minha memória e pressiono meu coração. Provavelmente estou usando o método errado. O amor não se força, ele flui naturalmente.
O amor é infindo, e definir não seria limitar? É o que dizem...
Talvez, não consiga defini-lo por inexperiência. Talvez ainda não tenha amado, e por este motivo a dificuldade de expressá-lo. Não posso transcrever algo que desconheço.
Ou talvez, eu apenas ame de forma diferente dos outros seres humanos. Pode ser que minha forma de amar seja tão singular, tão íntima e tão tímida, que tudo o que eu fale e escreva não seja interpretado como amor...
Só que hoje eu necessito falar de amor.
Talvez o amor em mim, seja apenas uma sementinha não tratada que teima em nascer num solo infértil. Quase extinta pelas casualidades do tempo! Assim como essa sementinha tentando germinar se esforça pra romper a película que a envolve, o amor, timidamente dentro de mim grita tentando ser notado. Ou melhor, loucamente querendo ser transcrito e eternizado nesta página. Não é assim? O amor não é eterno?
Adriana Garcia
“Ontem eu recebi um telegrama...
...
...
Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o português da padaria.”
Zeca Baleiro

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