"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância." (Fernando Pessoa)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Uma coisa pra você...




Não sinto-me prisioneira de meus desejos, não mais. Estou transformando-os em palavras pra poder te contar alguns segredos meus.

Não me perturba a idéia de você entrelaçar seus dedos em outros dedos, e nem de encostar a sua face em outra face (Acredita nisso?).

Porque naquela noite apenas eu encostei minha boca em sua face e dela explodiu gotas de orvalho, e meus dedos provocaram nos seus poros tormentas de paixão.

Naquela noite fui eu quem sentiu gozar a luz que emana vida em cada poeira estelar. Aconteceu quando você sussurrou num tom que agradou os meus ouvidos.

Não preciso enxugar minhas lágrimas porque contigo sei onde encontrar as respostas.
E é tão bom chorar sem verter nenhuma lágrima.

Naquela noite reaprendi a viver com a verdade e a verdade é que você sabe exatamente onde me tocar, então algo se quebrou pra nascer em mim a vontade de te descobrir, lentamente.

Estou aprendendo a te provar pra saber a hora de te puxar pra perto de mim. Aprendendo a ser sensível pra perceber quando tenho que te deixar sozinho.

Eu sei que não vou conseguir falar todas as coisas que você precisa ouvir, mas quero aprender a te guiar pela estrada da riqueza.

Conhecer todas as suas regras, e também saber quando você quer que eu as quebre, quero jogar seu jogo!

Mas eu não sei como te deixar, e jamais te deixarei cair, e me tranqüiliza saber sobre seu íntimo, que você não consegue fazer amor em troca de nada.

Todas as vezes que eu te vejo, todos os raios de sol estão passando pelas ondas de seus cabelos, e este brilho provocado me cega... Você prende meu olhar.

E todas as estrelas estão focando os seus olhos, como um holofote.

E as batidas do meu coração são como um tambor batendo perdido, mas que procura um ritmo como você.

Não quero ter que partir, porque sei algumas coisinhas e quero compartilhá-las contigo.

Eu conheço os caminhos da dor, posso desviar você deles...

Eu posso fazer você correr e tropeçar, consigo decidir o tempo final.
Eu posso resolver qualquer coisa, apenas com o som de um assobio.

Eu consigo fazer todos os estádios vibrarem.

Mas tudo isso que eu posso, bem, não posso nada sem você.

Eu posso fazer uma noite durar para sempre ou posso fazê-la desaparecer ao amanhecer.

Eu posso fazer todas as promessas que já foram feitas, eu posso fazer desaparecer todos os seus temores.

Eu posso! Bem, mas sem você não posso nada...

A única coisa que eu não posso é fazer amor com você em troca de nada!

E eu de tanto poder acabo por necessitar de suas experiências, tão valiosas pra minha sobrevivência ao seu lado. Como na noite que me explicou que o amor tem fome e tudo come. Você me alertou pra quão demasiado triste ele é.

Descobri que uma melancia pôs fim trágico a uma donzela de contos de fadas.
O quanto é difícil comer pão integral com as mãos.

Aprendi que a enxaqueca é moléstia de mulher, mas que por algum motivo (talvez seja ele divino) você a possui e ela tira o seu riso.

Tive a confirmação de algo que sempre ouvia: “O riso é o melhor remédio.” No seu caso afrodisíaco. Que sua barba é minha perdição.

Soube que a fé e a oração podem elevar o teu espírito de tal forma que ameniza o TOC.
Que rir enquanto se alimenta engasga, mas que não preciso me preocupar, você sabe aquele esquema!

Tive a experiência de tomar 3 sabores de frutas em um único suco e sua expressão gastronômica me revelar o sabor antes mesmo de eu o sentir.
Teu olhar... Eis minha valiosa descoberta!

Eu gostaria de poder carregar o seu sorriso no meu coração.

Saborear contigo a delícia de poder ser eu mesma, porque com você dá certo. Tudo descompassado dentro de mim, formigando em minhas pernas o gozo das noites... Ah!

Que bom que você chegou Ezequiel!

Adriana Garcia