"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância." (Fernando Pessoa)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Em busca da serenidade.


Já não importa a presença ou a ausência.

Não faz diferença, é tudo a mesma coisa.
Afinal, é só um corpo, ou um corpo a sós...

Já não me importa atenção ou rejeição.
Meu bem estar não depende de atitudes alheias.
Nem tudo são gestos...


Já não tem sentido buscar explicação.
Se fez ou não fez, se ligou ou não ligou, se há preocupação ou não.
No fim, tudo evapora com o tempo e o que se dizia presente fica no passado...

Já não pertence a mim o direito de comparações afetivas.
Medir palavras, carinhos, gestos e reciprocidade.
Afinal, sempre tem aquele que ama mais e aquele que se deixa ser amado...


Já não busco salvar minha vida. Basta-me preservar o dia de hoje.
Planos exagerados, sonhos voluptuosos só me causam frustração.
A realidade é dura, porém benéfica. E o dia de hoje é o meu futuro.

Já não perco o equilíbrio com julgamentos inúteis.
Cada um sabe o que faz e espera as consequências, consciente ou não desta espera.
É tudo ação e reação, reação e consequência.


Não busco a santificação, mas aceito viver no purgatório o tempo que me for necessário.
É preciso encarar dias ruins como uma alavanca pra melhorias internas.
Eu não fazia permutas com qualquer divindade que seja. E não vai ser agora!


Desejo o bem-estar de meu próximo, e neste caso a pessoa mais próxima de mim sou eu mesma.
Cuidadosamente, pois a linha que separa amor-próprio de egoísmo é demasiada tênue.
É perigoso cortar defeitos e acentuar qualidades, pois há o risco de desequilibrar o conjunto.
Entrego nas mãos Dele.


Dia após dia aprendendo. Estou me amando mais... Deste modo eu me preservo.
Estar sozinha não é tão negativo. Sou uma boa companhia e gosto das descobertas que estou fazendo.
Obstáculos sempre existiram em meu caminho. Mas agora há uma diferença:
Ao invés de contorná-los eu os encaro e supero.



Posso estar errada sobre tudo o que escrevi, e se assim for admitirei.
Não tenho tempo para covardia e autoengano.
São falhas primitivas e destruidoras.

Sem esperar algo dos outros, sem cobranças de qualquer gênero.
Sem me levar tão a sério...


Em busca da Serenidade!


Adriana Garcia



*Postado anteriorente.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Por este segundo que se segue...

Museu da Caixa D'agua - Cuiabá/Dez. 2010


Seja por este instante, ou por toda uma vida
No infinito do universo, ou na cadência de uma estrela
Seja pelos motivos que me dou por te querer, ou pelas apelações no calor da cama
Que não tenhamos a quem culpar, afinal, que culpa temos?
Se somos apenas o que resultou o amor
E que nos momentos de pura e terna contemplação
Tenhamos a delicadeza de sentir o que acontece dentro de nós
Seja por este segundo que se segue... O meu amor é infinito!

Adriana Garcia

Stand By me



Projeto: Playing For Change.
Música: Stand By me.

Belíssimo trabalho.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sempre há tempo!



Criei o hábito de escrever apenas quando me dói.
Faz dias que não dói mais. É um dos vários motivos para o meu silêncio.
Fiz da escrita um desabafo, pela falta de ouvidos atentos, mas quando encontro a felicidade a necessidade de desabafar se vai.
Ando feliz sim, obrigada!
E tenho com quem compartilhar tanto sentimento bom... E os ruins também.
Mas não pude ser tão ingrata a ponto de me esquecer desta página que carrega tanta amargura e palavras desalinhadas.
A felicidade, como tantas teorias me alertava, sempre esteve aqui, eu que estava ocupada demais para perceber. Eu andava (pré) ocupada com outras coisas que eu julgava importantes. Mas sempre é tempo! Sempre há tempo.
Eu decidi que o meu tempo chegou. Está na hora de viver a vida real.

Eu me permito ser feliz!!!


;)