Não basta amar, é preciso amar do jeito que a pessoa deseja ser amada. E acrescento mais, não basta demonstrar carinho, é preciso dar este carinho do jeito que a pessoa quer receber.
Vejam a história de uma moça como exemplo:
Ela é rude com as mãos, dura com as palavras, tem dificuldades em receber e dar carinho. Os toques, as palavras, sempre lhe foram coisas delicadas de lidar. Ou melhor, delicadeza lhe falta.
A moça não aprendeu estas coisas, o ‘dar carinho’ não foi passado pra ela desta forma. Ou melhor, não foi passado de forma nenhuma. Desde cedo aprendeu a cozinhar, limpar a casa, cuidar das roupas, móveis, essas coisas de moça que é prendada pra casar. Mas o carinho que é essencial, este não lhe foi ensinado.
Quando quer demonstrar carinho ela cozinha, limpa a casa, lava as roupas... Essas coisas de Amélia.
Coitada dessa moça, ela jura que é moderna e independente. Sonha com a vida na cidade grande, com a correria, com o sucesso profissional e reconhecimento. Sonha com aqueles casamentos de comerciais de sabão em pó, onde a ‘mulher independente’ trabalha o dia todo e ainda ao chegar em casa, feliz e sorridente, lava as roupas brincando com os filhos... Coitada, sonhadora nata!
Ela mal consegue suportar um não quando oferece um bolo a alguém, para ela é como se tivessem recusado um beijo ou um abraço ofertado. Se ela não suporta isso, não tem maturidade pra estes fatos, que dirá pra levar uma vida dessas... Moderna!
Moça, primeiro se aceite... Aceite suas limitações, seus traumas, sua rudez... Depois se deixe levar por aqueles frios na barriga que você sente quando é abraçada. Não congele seus braços na possibilidade de dar um abraço... Beije mesmo achando que seus lábios são ásperos. Aceitação moça. As coisas são como são, e depois ir contra tua natureza não dá!
Não, não, não! Acorda Dona Moça... Essa vida não é só de sonhos.
Adriana Garcia
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