Eu grito em meio a uma multidão de surdos.
Eu respiro a fumaça dos carros.
Pinto minha palidez com cores que meus olhos daltônicos não enxergam.
Me visto de tecidos que minha pele insensível não sente.
Me alimento sem degustar os sabores.
Meus ouvidos destreinados não capturam mais as ondas sonoras de uma boa música!
Estou virando robô!
Sem tempo!
Precisando recarregar as baterias.
Precisando parar e respirar profundamente.
Urgentemente necessitando saborear os pequenos momentos...
SocorrooooooooooooooooooooooooooooooO!
“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara...”
Sem tempo pra escrever, mesmo que qualquer coisa... Como sempre!

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