É a falta de gosto. Não pelo ser amado. É a falta de gosto por mim mesma. É o desgosto!
É o cansaço, é uma falta de vontade de tentar entender, de compreender, é a vontade de mandar tudo pelos ares. É vontade de virar as costas e sair rindo, como se nada tivesse acontecido. Indiferença.
Mas não tem como, porque eu estou começando a achar, às vezes quase tenho certeza, que eu o amo.
É quase absoluto, e como tudo o que é absoluto me causa a dúvida. Mas eu tenho certeza que o amo.
Mas isso não sai de dentro de mim. Eu amordaço estas três palavras [eu te amo], porque eu não ouso soltá-las. Não mesmo. Pra mim é coisa séria. É imortal...
E não quero ninguém rindo do meu jeito de amar. Não quero julgamentos, porque eu amo do meu jeito. Do jeito que aprendi e do que jeito que fui amada. Se é que eu fui amada!
Amada ou não, eu amo e esta afirmação me apavora.
Amar é viver a beira do abismo, e admitir o amor que sinto é me jogar de olhos fechados no abismo.
Estou completa de amor, de desgosto, de cansaço e de uma certeza de que vai dar tudo certo.
Eu não sei como eu posso, apesar de todo o desgosto, ainda ter certeza de que vai dar certo.
Talvez seja a certeza de amar, que me faz ter a certeza de que vai dar certo.
Desgosto, cansaço, medo, tudo isso passa... Amor não!
Adriana Garcia
:(
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